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O Avanço tecnológico e a Sociedade

A tecnologia avança a olhos nús e a ritmo galopante, invadindo cada vez mais a nossa sociedade. Seja com terminais para pagar o estacionamento, com caixas automaticas no supermecado, seja com cirurgias complexas realizadas por robôs,ou com tantas outras que seria aborrecido inumera-las a todas. muitos acreditam que o homem passa a ter papel secundário em sua própria profissão.

Nos últimos cinco anos, a tecnologia foi mudando rapidamente e em constante expansão em todas as áreas imagináveis​​. Telefones inteligentes são agora capazes de exercer funções de computador.

Os mais jovens talvez se surpreendam ao ler que há pouco mais de 30 anos o mundo não conhecia computadores pessoais (pcs), nem fax, nem tomografia computadorizada (X ray/scans), nem videocassete, nem cd”s, nem dvd’s, nem musicas mp3, nem satélites domésticos de comunicações, nem telemoveis, nem, muito menos, a internet como a conhecemos. Desde então, o mundo da tecnologia não tem mostrado sinais de desaceleração e praticamente todos os dispositivos disponíveis hoje está de alguma forma ligada à informática.

As máquinas hoje em dia apesar de assumirem um papel importante, também facilitam a vida das pessoas, proporcionam assim maior conforto e produtividade. Porém toda essa tecnologia traz consigo aspectos negativos, como poluição do meio ambiente e desemprego em massa. Ou numa mais optimista visao está a mudar o mundo empregatório , criando novas profissões e eliminando outras.

Muito poucas pessoas (para não dizer ninguém) gostam de fazer tarefas pesadas, perigosas ou rotineiras. Quase todas preferem trabalhos mais intelectuais e leves. A Europa que perdeu trabalhadores do sector primário precisou deles no sector terciário. As gerações actuais têm profissões que há décadas não existiam sequer, e no futuro certamente a tendência vai acentuar-se ainda mais: surgem profissões novas à medida que a sociedade faz uso da tecnologia para extinguir as profissões “velhas”. E isso não é necessariamente mau. Ninguém terá certamente  muito gosto em “cavar” a terra com enxada ou arado, mas operar um tractor é certamente mais atractivo.

Quem ler as opiniões mais apaixonadas dos visionários dos anos 50-60 do século XX certamente fica encantado com a visão optimista de muitos. Achavam eles que em 20-30 anos (nos anos 80 do século passado, portanto há 30 e poucos anos atrás) as sociedades civilizadas seriam fundamentalmente sociedades de lazer. As máquinas fariam tudo o que fosse necessário, portanto às pessoas restava o lazer, desfrutar de uma vida livre da necessidade de produzir. Já passaram 30 anos da data prevista, e aqui estamos nós. As máquinas certamente fazem muita coisa, mas longe estará a utopia da sociedade de lazer. Isto sem qualquer desmérito das conquistas tecnológicas e sociais que garantem alguma qualidade de vida. Parte do ganho em produtividade obtido com a automatização terá sido de facto empregue na redução dos horários de trabalho e na democratização do uso de equipamentos que melhoram a qualidade de vida (máquina de lavar roupa, por exemplo). Nesse sentido caminhámos para a sociedade de lazer. Mas quem dera estivessem completamente certos esses visionários optimistas!

A tecnologia chegou com o intuito de tornar as nossas vidas mais práticas e rápidas.

Com o avanço da informática, hoje temos acesso ilimitado à informação. Podemos conhecer várias culturas e, com isso, enriquecermos nossa sabedoria. A Internet nos vangloria com inúmeras situações práticas, como por exemplo, o acesso às nossas contas bancárias a qualquer hora do dia ou da noite. Outra vantagem é o contato com um familiar ou amigo que more em outra cidade ou país.

Em contrapartida, o avanço da tecnologia também acarretou desvantagens à sociedade. As pessoas tornaram-se sedentárias, e com isso vários problemas de saúde, pois ficam mais tempo em casa,”enfeitiçadas” pelo computador ou outros dispositivos. As crianças, por exemplo, não manifestam mais tanto interesse por exercícios físicos; dão preferência aos jogos de computador que, aliás, muitos deles são muito violentos. Mas isso dará tema pra mais uma crónica.

Outro contratempo da tecnologia são as relações de amizade; conhece-se uma pessoa do outro lado do mundo, mas não se cumprimenta mais ao vizinho.

Em suma, penso que o avanço tecnológico trouxe mais vantagens do que percalços à sociedade. Basta sabermos contrabalançar. Precisamos nos apercebermos de que a Informática e a tecnologia são importantes, mas a prática de exercícios físicos e as relações pessoais (e não somente as virtuais) de amizade também o são.

Celestino Afonso

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