Lusitanos Oxford

O caminho para Oxford… E de volta…

É com afago que demonstro a cidade de Oxford respeito. No dia 6 de dezembro de 2007, após completar o ensino médio brasileiro, quem diria que eu estaria a atravessar o oceano atlântico e degustando feijão doce, bacons e ovos? Todavia, a chegada ao Reino Unido, nas terras de Sua Majestade, foi marcada por um frio arrepiante. Mas logo de seguida me deparei com a maravilhosa cidade de Oxford, território de Alice. Conheci pessoas fantásticas que até hoje tenho um carinho enorme; fui descobrindo momentos lindos na minha vida amadurecimento, responsabilidade, confiança e compreensão lembrando que na época me encontrava com 17 anos. Tenho comigo guardado ate hoje os fenômenos decorrentes da precoce ideia de procurar meu sonho em outro país, porem ali se ampliaram os meus pensamentos quando um amigo me disse “o céu é o limite”. Passei a focar mais em certas coisas decorrentes ao momento e iniciei alguns trabalhos, claro no inicio nada era fácil! Sabemos que nada é fácil para um imigrante, mais ainda para um jovem com cara infantil. Mas como dizem, a sorte caminha ao meu lado, às vezes dando seta em direções que não esperava.

Com o passar do tempo encontrei uma pessoa que foi muito importante, tenho enorme respeito e uma grande admiração vivemos 3 anos e alguns meses. No decorrer focado em uma direção obtive a oportunidade de trabalhar como técnico de pesquisa na Universidade de Oxford sendo assim favorável ao meu desenvolvimento não media esforços e dia após dia sendo reconhecido, todavia a grande parte do trabalho era feito de pé onde meu potencial no esporte era posto a prova. Mesmo assim procurava estar sempre bem no meu ‘ ‘EU’’. Saía todo dias às 16h00 e não me importava se o tempo estava frio, nublado, céu limpo ou simplesmente chovendo; como sabemos chover em qualquer lugar no Reino Unido não é questão de horário.

Iniciava minha corrida em passos longos um após o outro, passei a fazer isso com frequência olhava a direita, esquerda sempre tinha alguém praticando uma atividade física! Amava correr e receber os choques da colisão dos pingos gelados com o corpo foi assim por um período. No final do ano de 2011 conversando com meu pai pelo telefone me deu a noticia que passaria por uma cirurgia na cabeça e teria o perigo de perde à visão, foi quando partilhei a situação. Assim, la estava eu voltando à minha terra amada! Foi uma grande festa ao rever os pais, familiares e amigos, porém com os dias contados para a volta. Meu pai passou pela dita cirurgia e tudo correu bem. Voltei a Oxford, a terra de ar puro e flora verde com uma dimensão cultural enorme transportada pelos estudantes ali presentes. Possa se dizer que meu foco teria mudado! Passaram-se alguns meses… e la estava eu de volta ao Brasil.

 

Dinho2Tudo passa realmente… tudo passa…
Hoje estudante de Engenharia Civil na Faculdade de Jaguariúna (FAJ) SP iniciando o 4º semestre e professor de informática (Tele – Centro) na Escola Municipal Prefeito Joaquin Pires Sobrinho Unidade I (ensino fundamental) no bairro João Aldo Nassif Jaguariúna SP, auxiliando os professores polivalentes com aulas ministradas em sala direcionando o conteúdo em computadores e motivando as crianças a prosperarem tanto em grupo como individual.
Sair do Brasil jovem me proporcionou um leque de conhecimento e amadurecimento como pessoa. Só tenho a agradecer a Deus por estar ao meu lado, as minhas sinceras desculpas se magoei alguém no decorrer do tempo citado.
Agradeço a oportunidade, por estar compartilhando um pouco da minha vida. Tenham certeza que continuarei conquistando meus objetivos! Do moleque que se tornou homem – não se trata de uma despedida, mas sim um até breve Oxford.

Por Alfredo Cirilo da S. Filho (mais conhecido como DINHO)
Alçando novos voos!!!

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